Querido Diário…

Estava preparando esse caderno, um diário de 90 folhas, especial para guardar os maiores segredos, e lembrando comigo: – “Há quanto tempo eu não escrevo no meu diário?”

Há muito tempo!

Eu lembro que, principalmente na adolê, quando tinha lá os meus 15 aninhos, muito rebelde (sabem? COF COF), eu tinha o costume de ter diários, muitos deles e cadernos comuns ou aqueles com folhas desenhadas da Tilibra. Escrevia de tudo. Coisas boas, coisas ruins, alegrias e tristezas, meu amigo fiel! E escrevia TODOS OS DIAS, na maioria das vezes para poder desabafar tudo aquilo que não me fazia bem guardar. Passavam-se alguns anos e eu os queimava. Para esquecer todo o passado que me fez mal, ou bem, mas apenas para lembrar que: PASSADO É PASSADO. Vivemos, aprendemos e ele se foi. Mas nos meus 15, eu tinha tempo. Um tempo que é difícil de administrar com 26, quase 27. Mas com certeza, uma coisa que irei incentivar minha filha a fazer é escrever sobre o que ela sente. Eu sei o quanto isso me fez bem e faz até hoje, quando eu consigo um tempo para escrever. Minha mãe sempre me dizia que era bom escrever quando não se conseguia com palavras e aprendi que isso realmente funciona, seja no diário apenas para si ou em carta para outra pessoa. Funciona não apenas para o outro que lê. Funciona para você se expressar de um jeito que talvez em palavras, não conseguiria com tanta clareza. Algo que adotei para a minha vida: escrever quando não se consegue falar.

E vocês? Têm um jeitinho especial de expressarem/guardarem seus sentimentos?

 

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